sábado, 10 de outubro de 2009

o zé camilo.

Havia algum tempo desde que seu filho agia de uma forma estranha. A pobre dona-de-casa já estava se desesperando.

Juninho chegava da escola e se trancava no quarto. Não saia mais. Levava a comida e comia lá mesmo. Fazia xixi em garrafas de coca-cola e mandava e mãe esvaziar e levá-las de volta ao quarto.

Juninho: Pow, mãe! Pense no meio ambiente, reutilize.

Ninguém podia entrar no quarto. Era lugar proibido.

Até que um dia, poucos minutos depois da saída de Juninho para a escola, a mãe entrou no quarto. Estava imundo, obviamente, mas isso passou despercebido aos olhos horrorizados da mãe.

Um chimpanzé. Era isso que seu filho mantinha vivo no quarto. Um chimpanzé. Sentado na cama, com o controle remoto da SKY TV, debaixo das cobertas, com um balde de pipoca.

Passos apressados no corredor. Era o Juninho.

- MÃE?! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?!!

- Eu...er...limpar...macaco...digo...limpar quarto.

- MÃE, EU AVISEI. NÃO ERA PRA ENTRAR NO QUARTO!

- Eu sei, eu sei. Mas eu tinha que limpar.

- NÃO TINHA QUE LIMPAR NADA.

- Filho, onde você achou esse macaco?

- NÃO INTERESSA.

O macaco olha de forma sedutora e sensual para a mãe do menino. Ela se aproxima da cama. No mesmo segundo, Juninho se agacha em posição de ataque.

- FIQUE LONGE DELE, SUA CADELA!

O macaco abraça carinhosamente a mãe do Juninho. Juninho não resiste e parte pra cima dos dois. Joga a mãe no chão, ergue uma espada tirada debaixo da cama:

- PELOS PODERES DE RAMBO!

Um feixe verde de luz ofusca o cenário do quarto. A mãe virou purpurina. Literalmente.

Agora, eram só eles dois. Juninho e Zé Camilo. Juntos, pra sempre. Uma eternidade com direito a 200 canais e pay-per-view. Nada poderia separá-los agora. Nada.

Um comentário:

Clara disse...

EURIMUITOALTO
EUTORINDOAINDA
EUVOUMORRERRINDODISSO
NONSENSETOTAL
AMAY