Tinha cachinhos dourados que caiam pelos ombros. Grandes olhos verdes sempre a procura de algo novo no mundo.
Tinha um pássaro, que se chamava Fubá. Vivia se perguntando porque tal pássaro sempre vivia na gaiola, ao invés de estar voando livre em campos de morango.
Determinado dia, observou uma alteração na expressão do pássaro. Ele estava com fome. Muita fome.
A menina pegou uma cadeira na sala de jantar e arrastou-a com muita dificuldade até a cozinha. Subiu na cadeira, abriu o armário e pegou o primeiro pacote ao seu alcance. Claro, se ele estava com fome, comeria de tudo, pensou.
Ela voltou ao terraço, abriu o pacote em que - curiosamente - o conteúdo tinha a mesma denominação do pássaro. Era um pacote de fubá.
Abriu a gaiola, enfiou a mão no pacote e pegou um punhado de fubá, colocando no potinho de comida do pássaro.
Ele começou a comer desesperadamente. A fome era agonizante. Contudo, o pássaro começou a se engasgar.
A menina entrou em pânico. Correu para a cozinha, pegou um copo e encheu-o de água. Voltou ao terraço, pegou o pássaro e deu-lhe de beber.
A próxima sequência de fatos é esclarecida por essa expressão:
Fubá + Água = Inchaço
Assim, o pescoço do pássaro começou a inchar, inchar, inchar, até ficar do tamanho de uma noz.
A menina, impressionada, soltou o pássaro, que caiu no chão, com os olhos esbugalhados, fixos no rosto da menina.
Sua expressão se resumia a essa frase:
''Sua doente''
A menina cutucou os resto mortais do pássaro com pé, com força suficiente para estourar o pássaro, escorregar nas suas tripas, cair de costas e bater a cabeça num baquinho.
Quebrou o pescoço.
Essa história é baseada em fatos reais.
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