- Er... por que a escolha dessa técnica para matar? É um pouco inusitada, não acha?
Eu admito, sou sádico. Acho que alguns já notaram isso. A colher faz a pessoa sofrer, agonizar, se debater. E gosto de ser uma pessoa irritante. Ficar sempre ali, ao lado, fazendo companhia à minha vítima. Eu conheço muito bem as pessoas enquanto tento matá-las. Levo de 10 à 20 anos pra conseguir o que quero. É o suficiente pra contar a rotina das vítimas em detalhes. Gosto de acompanhá-las. Gosto de ver seus rostos desfigurados, banhados em sangue. Gosto de vê-las chorar. Gosto de vê-las sofrer.
- Quantos você já matou?
Bem, demora pra matar uma pessoa. Eu não posso tentar matar 2 ou 3 ao mesmo tempo. Existe todo um processo. Um processo de longa duração. Mas, creio que já assassinei uns 60, em média. Quando chegar aos 100, darei uma relaxada de uns 5 anos, e volto ao trabalho.
- O que acha sobre o filme "O assassino terrivelmente lento com a arma extremamente ineficiente"?
Eu gostei do trabalho feito. Mas ainda assim, acho que 10 minutos e 14 segundos de divulgação não são suficientes para demonstrar o que faço. Há muita coisa por detrás daquilo. Mas a direção é ótima, a equipe de filmagem é maravilhosa.
- Como explica as fracassadas tentativas de lhe matar? Você é imortal, bebe alguma poção, usa coletes...?
Er...Sinto muito, mas não posso revelar o meu segredo. Colocaria em risco a minha família. E provavelmente, apareceriam inúmeros kinosagis por ai.
- Você tem família?
Tenho. Sou casado e pai de 2 lindas crianças. São gêmeos. Um casal, para ser mais preciso. Quando tenho tempo, ensino a minha profissão a eles. Quero que eles continuem a minha missão, quando me aposentar. Eles adoram as aulas. Eles precisam aprender a pegar com firmeza na colher, saber onde acertar,...
- Eles também são "imortais" como você?
Sim, eles e minha esposa. Mas, como eu disse, não posso lhes dizer o que faço para sermos assim. Bem, crianças que lêem a entrevista: comam espinafre e brócolis. Acreditem, faz bem.
- Você seleciona suas vítimas cuidadosamente ou é uma escolha aleatória?
Eu gosto de inovar, sempre escolho pessoas diferentes, com vidas anormais e empregos inusitados. A vida deles é mais interessante que as outras. Já que eu acompanho-os até a sua morte, tenho que presenciar coisas diferentes, pra matar o tédio.
- O que gostaria de dizer aos leitores dessas entrevista?
Aproveitem bem a vida. Ela é curta demais. Nem todos tem uma imortalidade como a minha, então...divirtam-se. E para os parentes de vítimas minhas: desculpem, eu simplesmente não me controlei. Para os que serão minhas vítimas: aproveitem enquanto é tempo, eu chegarei em breve e não vou parar até que estejam mortos. E tomem cuidado com indíviduos estranhos que andam por ai com colheres na mão: eles podem ser parentes meus. Porém, podem ser imitações. Mas, por precaução, fiquem longe. Acho que...vejo vocês em breve.
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