domingo, 11 de outubro de 2009

Fim de semana.

Era um final de semana em Itamaracá. Muita gente. Muita gente mesmo. A aglomeração de farofeiros visitantes na praia era angustiante.

Carros de som tocando ''Pegada Envolvente''. Bêbados Pessoas felizes da vida em volta do carro, segurando suas latinhas de cerveja, dançando de forma extremamente desconhecida.

Meninos rolando na areia, enchendo suas sungas de terra apostando quem descia rolando deitado mais rápido.

Nem é preciso comentar a situação dos bares.

Rosicléia e Kharolayne decidiram passar o fds por lá mesmo. Itamaracá vira o ''point da farofa'' nos feriados. À noite, faziam uma super produção para irem à praça. Era lá que os ''boyzinhos'' apareciam e a bebida alcóolica rolava solta.

Estava praticamente uma missão impossível se locomover nas ruas principais. Era chute, pisadas nos pés, cotovelada na cara, gente passando a mão na sua bunda, cheiro de cigarro adocicando suas narinas,...

Rosicléia: Meu Deus, me dá a mão pra gente não se perder!

Foi ai que aconteceu. Tiros. Gritos. Gente correndo pra todos os lados.

Rosicléia soltou a mão de Kharolayne. As duas se perderam.

Infelizmente, Rosicléia escolheu a noite errada pra usar salto. Tropeçou num mendigo e caiu de cara de no chão. Daí, Rosicléia virou chão. Morreu pisoteada.

Kharolayne corria e gritava desesparadamente, esperança de salvar a sua vida daquele triste fim. Mas, uma luz inebriante surge, e quando todos acham que chegou a salvação, um trator desgovernado atropela a todos, extinguindo por completo a nação farofeira da Ilha de Itamaracá, que habitava a avenida principal.

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