terça-feira, 13 de outubro de 2009

calor.

Estava escuro. Não havia luz. Por mais que corresse, não conseguia chegar onde queria. Ela estava cansada, arfando. Seus pulmões ardiam com a falta de ar, o coração acelerado lhe causava extrema agonia e o vento desarrumava seus cabelos negros. Suas pálpebras pesadas se fechavam involuntariamente. Fechou seus olhos por um momento.

Acordou.

Estava escuro. Não havia luz. Era uma noite quente. Apenas um fraco feixe de luz laranja adentrava no quarto silecioso. O suor escorria pelo seu rosto cansado. O calor era extremo. Dormia no chão, com um ventilador próximo a sua cabeça. Ele estava desligado. Esse era o motivo da elevada temperatura naquele cubículo. Ligou o objeto inspirado em catavento. Mas ela não sabia que sua morte estava próxima. O ventilador puxou seus longos cabelos. Ela gritava. Se debatia. Não conseguia desprender seu cabelo daquele moinho. Aquela porra de ventilador. Ao tentar soltar o cabelo, enfiou a mão na máquina demolidora. Perdeu uma mão. Tentou se levantar. Foi a maior merda que já fizera na sua vida. O ventilador cortou na linha de suas têmporas. Ele parou.

Estava escuro. Não havia luz. Era uma noite quente. Apenas um fraco feixe de luz laranja adentrava no quarto silecioso. O corpo sentia a ausência de metade da cabeça. A massa encefálica escorria pelo colchão. O sangue descia silencioso e se espalhava em torno do cádaver.

Não acordou.

3 comentários:

Clara disse...

vou parecer muito doente se eu disser que me estourei de rir?

D. disse...

AI MEU DEUS QUE COISA MACABRA -Q
vou parecer mais doente ainda se eu disser que me estourei de rir também?

(JURO QUE OUVI TU NARRANDO ISSO)

kinosagi disse...

vou parecer muito doente se eu disser que escrevi isso? *O*