sábado, 31 de outubro de 2009

Indicações de filmes.

O que acha de passar na locadora, pegar uns filmes e aproveitar o feriado?
Aí vão algumas sugestões:

Premonição - A trilogia

O filme é de terror, mas admito que nunca ri tanto, nem com filme de comédia. Bem, a história é evidente: a pessoa anda feliz vivendo sua rotina quando de repente tem uma visão de que alguma desgraça vai acontecer. Ela tenta impedir a tragédia, salva as pessoinhas e todos acham que suas vidas voltarão ao normal. Mas elas nem imaginam que vão morrer na mesma ordem que morreriam no acidente. Então, os protagonistas tentam impedir as mortes. E...não vou contar o final. Dica: o final é praticamente igual nos três filmes.

A trilogia mostra mortes extremamente bizarras. Consequentemente, engraçadas.





Kill Bill

Er... Espadas, fights, mortes e desmembramentos. O filme se resume nisso. Mas os efeitos de sangramento são as melhores partes.



Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet

Um barbeiro com sede de vingança e uma navalha na mão. Já viu que cabeças vão rolar né? Ele perde esposa e filho, volta disposto a matar todos que lhe causaram tamanha desgraça. Direção de Tim Burton, com Helena Boham Carter e Johnyy Depp no elenco.

Bom, nem preciso dizer porque o filme é bom.





Então, corra pra locadora mais próxima, pegue seu balde de pipoca e prepare-se para morrer engasgado ver mortes e jorros de sangue.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

CD arranhado




Infelizmente, não tem morte. Mas tem um fight legal.

Entrevista do dia: O Kinosagi.

- Er... por que a escolha dessa técnica para matar? É um pouco inusitada, não acha?

Eu admito, sou sádico. Acho que alguns já notaram isso. A colher faz a pessoa sofrer, agonizar, se debater. E gosto de ser uma pessoa irritante. Ficar sempre ali, ao lado, fazendo companhia à minha vítima. Eu conheço muito bem as pessoas enquanto tento matá-las. Levo de 10 à 20 anos pra conseguir o que quero. É o suficiente pra contar a rotina das vítimas em detalhes. Gosto de acompanhá-las. Gosto de ver seus rostos desfigurados, banhados em sangue. Gosto de vê-las chorar. Gosto de vê-las sofrer.

- Quantos você já matou?

Bem, demora pra matar uma pessoa. Eu não posso tentar matar 2 ou 3 ao mesmo tempo. Existe todo um processo. Um processo de longa duração. Mas, creio que já assassinei uns 60, em média. Quando chegar aos 100, darei uma relaxada de uns 5 anos, e volto ao trabalho.

- O que acha sobre o filme "O assassino terrivelmente lento com a arma extremamente ineficiente"?

Eu gostei do trabalho feito. Mas ainda assim, acho que 10 minutos e 14 segundos de divulgação não são suficientes para demonstrar o que faço. Há muita coisa por detrás daquilo. Mas a direção é ótima, a equipe de filmagem é maravilhosa.

- Como explica as fracassadas tentativas de lhe matar? Você é imortal, bebe alguma poção, usa coletes...?

Er...Sinto muito, mas não posso revelar o meu segredo. Colocaria em risco a minha família. E provavelmente, apareceriam inúmeros kinosagis por ai.

- Você tem família?

Tenho. Sou casado e pai de 2 lindas crianças. São gêmeos. Um casal, para ser mais preciso. Quando tenho tempo, ensino a minha profissão a eles. Quero que eles continuem a minha missão, quando me aposentar. Eles adoram as aulas. Eles precisam aprender a pegar com firmeza na colher, saber onde acertar,...

- Eles também são "imortais" como você?

Sim, eles e minha esposa. Mas, como eu disse, não posso lhes dizer o que faço para sermos assim. Bem, crianças que lêem a entrevista: comam espinafre e brócolis. Acreditem, faz bem.

- Você seleciona suas vítimas cuidadosamente ou é uma escolha aleatória?

Eu gosto de inovar, sempre escolho pessoas diferentes, com vidas anormais e empregos inusitados. A vida deles é mais interessante que as outras. Já que eu acompanho-os até a sua morte, tenho que presenciar coisas diferentes, pra matar o tédio.

- O que gostaria de dizer aos leitores dessas entrevista?

Aproveitem bem a vida. Ela é curta demais. Nem todos tem uma imortalidade como a minha, então...divirtam-se. E para os parentes de vítimas minhas: desculpem, eu simplesmente não me controlei. Para os que serão minhas vítimas: aproveitem enquanto é tempo, eu chegarei em breve e não vou parar até que estejam mortos. E tomem cuidado com indíviduos estranhos que andam por ai com colheres na mão: eles podem ser parentes meus. Porém, podem ser imitações. Mas, por precaução, fiquem longe. Acho que...vejo vocês em breve.

Picapes perigosas.

Final de semana. Praia. Cerveja. Som. Churrasco.

A turma do curso de Administração curtia o final de semana em Porto de Galinhas. Planejavam sair ao fim de tarde para dar uma olhada no mar.

Eram muitos carros de muitas marcas. Mas apenas um chamava mais atenção do que os outros: a Hillux. Era preta, reluzente, grandiosa. Ofuscava os olhos de quem passava ao meio-dia. O dono se orgulhava pela escolha, todos os seus amigos o invejavam.

Se reuniram e se dividiram entre os carros. Mas todos queriam ir na Hillux. Seu proprietário escolheu levar as garotas na caçamba da picape. Era uma boa opção. Claro, ele tinha suas segundas intenções. Desviar do caminho planejado para um fuga com 3 loiras, 3 morenas e 1 ruiva em seu carrinho.

Mas nem tudo saiu como planejado. Ele, para impressionar, arrancou a toda velocidade com a picape monstruosa que carregava mulheres lindas na parte traseira.

Milena, a morena, alta, olhos castanhos, cabelos lisos ao vento, vestia saia. Que erro. Que grande erro.

A saia se enroscou no suporte para cordas. Ela se desequilibrou. E virou de cabeça para baixo.

Por mais alta que fosse a picape, não impediu que sua cabeça fosse arrastada pelo asfalto.O sangue escorria. As meninas gritavam. O dono da picape não ouvia. Cantava ao som da banda Dejávu. As meninas não conseguiam puxá-la.

Ela não tinha mais cabelo. Este se enrolou na roda. Sua cabeça girava, girava, girava. Junto ao sangue, a massa encefálica. Começaram as buzinas, em desespero, na tentativa de avisar ao motorista o que ocorria. Ele olhou pelo retrovisor.

"Minha nossa. o que é aquilo?"

Como o corpo da garota não podia mais ser identificado como um corpo humano, ele achava que tratava-se um cachorro atropelado. Começou a andar em zigue-zague. Não queria uma cachorro morto enroscado no seu novo investimento.

O corpo se desprendeu. E ele continuou a toda velocidade. Agora desviava sua mente para planejar a fuga. Nessa fuga, pegaria a morena, alta, de olhos castanhos.

Ao parar o carro, ele se enganou.

funny death (:




A caixinha de leite.



Bem, temos acima uma história emocionante da vida de uma caixinha de leite fofa e feliz. Vejam seu destino final.

Blur - Coffee and TV

super bonder.

Era uma noite sem nuvens. As duas garotas se preparavam para sair. A carona chegaria em breve.

Mas o inesperado aconteceu, seguido de um grito angustiante.

- AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH, MEU DEUS!

- O que foi?

- Minha unha!

- O que tem ela?

- Ela...ela...quebrou!

- Ai meu deus, e agora? Que coisa mais horrível. Tinha que acontecer logo na ''noite do ano''?

- O que eu faço? O que eu faço? Caramba, eu tinha acabado de pintar, o esmalte nem tinha secado ainda...

- Tive uma idéia. Pega a Super Bonder na gaveta do guarda-roupa.

- Vou colar a unha com Super Bonder?

- É. Uma amiga minha tentou e disse que funciona.

- Tá.

A garota se levanta da cama, se dirigindo ao guarda-roupa. Abre cuidadosamente. Ela não queria quebrar outra unha, muito menos borrar o esmalte. Pegou a Super Bonder e voltou à cama.

- Abre pra mim?

- Não posso, tô pintando a minha unha.

- E como eu vou abrir?

- Com a boca, oras.

Ela fez cara de nojo e desprezo. Mas, era a única salvação para a sua unha. Abriu aboca e tentou girar a tampa. Sem sucesso.

Botou um pouco mais de força, apertando firmemente o tubo. Com a pressão, a tampa voou pra dentro de sua boca.

Junto com a cola.

A tampa fez um curto trajeto até a sua garganta. Engoliu. A cola se espalhava sorrateiramente pela sua boca, colando sua língua aos dentes. Ela desceu lentamente pela garganta, passando pela faringe, esôfago, estômago,...por inúmeros órgãos.

A sensação era agonizante. Ela se debatia. Não podia falar. Sua amiga não via nem ouvia: prestava atenção em suas unhas enquanto ouvia Britney Spears no volume máximo do iPod.

A cola continuava sua trajetória. Se instalou nos pulmões. Alcançou os alvéolos e brônquios. Parou de respirar. Parada cardiorespiratória.

Caiu morta no chão.

As unhas borraram. Droga.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Doce infância

Se essa bala
Se essa bala fosse minha
Eu mandava
Eu mandava te matar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de chumbinho
Pra você
Pra você não respirar

Nessa rua
Nessa rua tem um poste
Onde acertei
Acertei meu cabeção
E jorrou
E jorrou litros de sangue
E parou
E parou meu coração

Se eu morri
Se eu morri atrofiado
Tu choraste
Tu choraste de montão
Acabei
Acabei sendo enterrado
Dentro de
Dentro de um belo caixão

Música de criança

Era uma casa muito macabra
Tinha um teto feito de palha

Dentro da casa havia fantasma
Isso me dava crise de asma

Dentro dela, escuridão
Tropecei num carro-de-mão

Mas era feita com muitos pregos
Na rua dos cornos, número 0

(:

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ironic - Alanis Morissette



An old man turned ninety-eight
He won the lottery and died the next day
It's a black fly in your Chardonnay
It's a death row pardon two minutes too late
Isn't it ironic... don't you think?

It's like rain on your wedding day
It's a free ride when you've already paid
It's the good advice that you just didn't take
And who would've thought... it figures

Mr. Play It Safe was afraid to fly
He packed his suitcase and kissed his kids good-bye
He waited his whole damn life to take that flight
And as the plane crashed down he thought
"Well, isn't this nice."
And isn't it ironic ... don't you think?

It's like rain on your wedding day
It's a free ride when you've already paid
It's the good advice that you just didn't take
And who would've thought... it figures

Well life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everthing blows up
In your face

A traffic jam when you're already late
A no-smoking sign on your cigarette break
It's like ten thousand spoons when all you need is a knife
It's meeting the man of my dreams
And then meeting his beautiful wife
And isn't it ironic... don't you think?
A little too ironic.. and yeah I really do think...

It's like rain on your wedding day
It's a free ride when you've already paid
It's the good advice that you just didn't take
And who would've thought... it figures

Well life has a funny way of sneaking up on you
And life has a funny, funny way of helping you out
Helping you out


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Pra quem não sabe traduzir, a tradução:

http://letras.terra.com.br/alanis-morissette/123/#traducao

A que ponto

A Senhora MLD, casada com o industrial CDG, 34 anos dois filhos no ginásio, casa própria, duas empregadas, formada em Psicologia na PUC mas totalmente dedicada ao lar e à família, católica praticante, muito ativa em obras sociais, saiu de casa para ir ao Supermercado, no Volks que o marido comprara para ela usar enquanto ele levava o Corcel para o escritório.
Ao mesmo tempo, a Senhora DSS, casada com o advogado RPS, 28 anos, três filhos (o menor no Maternal), apartamento próprio, uma empregada, com veleidades culturais (alguns poemas) totalmente dedicada ao lar e à família, católica por formação, esparsamente ativa em obras de caridade, saiu de casa para o Supermercado, na Variant que o marido deixava para ela nos dias de fazer rancho.

As senhoras MLD e DSS chegaram ao mesmo tempo na porta do supermercado. M vestia slacks, camiseta de malha (com soutien), um lenço simples na cabeça. D, um vestido estampado, sandálias de couro. Cruzaram na entrada do Supermercado. Não se conheciam, mas sorriram-se. As duas jovens senhoras.

Oito minutos mais tarde, a Senhora MDL, com frio no coração, avistou uma lata de óleo – a última – na prateleira do Supermercado. Apressou o passo, deixando o seu carrinho para trás e pegou a lata. Ao mesmo tempo, a Senhora DSS, que vinha em direção oposta, também pegou a lata. Ambas riram, com a coincidência, mas nenhuma largou a lata.

- Acho que vi primeiro – sorriu M.

- Não, acho que fui eu – sorriu D.

Riram-se outra vez, mais alto, cada uma tentando puxar a lata para si. Meio sem jeito, M, disse:

- Que coisa horrível, a que ponto chegamos!

- Não, acho que fui eu – sorriu D.

M firmou o pé no chão e tento desiquilibrar D. Esta respondeu com um puxão, pensando surpreender M. Caíram sobre a prateleira de açúcar – que felizmente estava vazia.

- Larga! rosnou a formada em Psicologia na PUC.

- Larga! rosnou a eventual poetisa.

A confusão, que já atraíra um considerável assistência, acabou por atrair também o gerente do Supermercado. “Senhoras!” pediu ele, mas já não havia senhoras ali. Duas fêmeas brigava por um presa (Tudo isso aconteceu no Brasil, anteontem). Quem ganhasse levaria o óleo para sua caverna. Dedicadas com igual força ao lar à família, as duas feras derrubaram a gôndola carregada de conservas.

- Os vinhos estrangeiros! gritou, em pânico, o gerente, vendo a direção em que se desenvolvia briga. Ninguém conseguia apartá-las. Estavam ambas, agora, quase nuas.

Derrubaram a gôndola de vinhos estrangeiros. Rolaram, engalfinhadas, sobre os cacos de garrafas. O sangue misturava com tinto, o branco e o rose. Houve um momento em que D conseguiu safar-se da adversária e correr cambaleante, triunfante, pelo corredor, com a lata erguida na sua mão ensangüentada. Mas M correu atrás e com um salto e um berro atracou-se nas costas de D, derrubando-a.

- Chamem a polícia!

D, mais moça conseguiu erguer-se mesmo com M montada nas suas costas. Andava de joelhos. Apertava a lata contra os seios, onde agora o vinho e o sangue se misturavam com farinha, sucrilhos e etiquetas de preços. Todos viram que D dirigia-se para cortar fora aqueles braços que lhe envolviam a cabeça, aquelas mãos que lhe arranhavam o peito buscando a última lata de óleo. E de repente soltou um grito que começou agudo e terminou grave e borbulhante.

Os dentes de M tinham se cravado na sua jugular.

Luis Fernando Verissimo

sábado, 17 de outubro de 2009

Como fazer seu próprio death note.


Material:

- Uma caderno de capa dura, pequeno
- Tesoura
- Cola
- Fita durex
- Tinta preta
- Papel 40k ou ofício

Intruções:

1 - Encape o caderno com papel 40k ou ofício. (Não é possível que você não tenha capacidade mental suficiente pra encapar um simples caderno, precisa explicar como faz isso?). Cole as bordas com cola e fita durex (só pra reforçar) na parte interna do caderno.

2 - Pinte a folha que envolve o caderno de preto. Pode ser com pincel, mas com o dedo fica até melhor. Dá um toque mais macabro, entende?

3 - Entre nesse link: http://www.4shared.com/file/41436624/bb4b3a08/Death_Note_Font.html?s=1

Faça o download da fonte do Death Note.
Bem, não preciso dizer como se faz pra descompactar uma pasta zipada, né?
Copie o conteúdo da pasta.
Abra o Painel de Controle.
Cole o conteúdo na pasta Fontes.

4 - Imprima a frase ''Death Note'' usando a Anime Death Note B. A cor da frase tem que ser branca. Ou você imprime em papel preto ou faz um quadradinho preto no Paint e escreve em branco. Imprime depois, claro.

5 - Recorte cuidadosamente as letras e cole no topo do caderno agora preto.

Está pronto seu Death Note. Apenas seja cauteloso na hora de escrever o nome das suas vítimas no caderno, ok?

Colheradas na bochecha,
Kino

All you need is love.







sexta-feira, 16 de outubro de 2009

bicicleta.





Tinha 15 anos e ainda não tinha aprendido a andar de bicicleta.
Só conseguia em bicicleta de rodinha. Isso era uma vergonha.
Por causa disso, fora excluído durante toda a sua infância. Isso era um trauma.
Pediu de presente de aniversário, uma bicicleta, sem rodinhas, para que pudesse treinar.
Passava horas na rua, tentando. A cada queda, uma esfolação.
Joelho.
Cotovelo.
Queixo.
Barriga (?).
Num final de tarde quente, ele finalmente conseguiu. Andou com perfeito equilíbrio.
Leve como uma pena.
Livre como um pássaro.
Feliz como um gay ao ver um negão passando.
Ele sabia, se conseguiu o equilíbrio, conseguiria fazer aquilo.
Ele abriu os braços.
Fechou os olhos.
Respirou fundo.
Bateu de frente com um carro.
A bicicleta empinou, jogou o corpo do garoto pra frente.
Corpo que voou por cima do capô.
Quebrou o vidro dianteiro.
Caiu no asfalto.
Leve como uma pena.
Livre como um pássaro.
Feliz como um gay ao ver um negão passando.
Um sorriso radiante surgia em seu rosto morto.
Ele conseguiu.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Entrevista do dia: A Morte

- Quantos você já levou pro outro lado?

Nossa, agora você me pegou. Eu perdi a conta, admito. A partir da Segunda Guerra Mundial, eu desisti de contar. Mas fica tudo anotado, nenhum passa despercebido.

- Pode nos revelar a sua idade?

Prefiro não citar números.

- Muitas pessoas temem você. Qual o motivo desse medo?

Veja, querida, nem eu sei o porquê dessa rejeição a mim. Mas, pela minha experiência, creio que as pessoas não me conhecem o suficiente para me julgar dessa forma. Pensam em mim como o ''fim da linha'', quando não há mais maneira de prolongar sua estadia na Terra. Acho que elas não tem pavor à minha pessoa, mas temem como será o modo que eu chegarei a elas.

- Você possui muitos métodos. Por que não utilizar apenas algo simples, como uma parada cardíaca?

Ah, é porque eu adoro suspense. Que graça teria você passar a vida toda me esperando, sabendo como eu chegaria? Eu simplesmente amo criar expectativa nas pessoas.

- Você possui algum ''hobbie''?

Uma coisa que eu faço constantemente, é dar sustos nas pessoas. São as tão famosas Experiências de Quase Morte (EQMs).

- Gosta do seu trabalho?

É um trabalho bem prazeroso, se é que você me entende. É extremamente gratificante ver a expressão de alívio no rosto das pessoas ao me verem. Às vezes, tenho tempo de convesar com uns e outros. Você aprende muito, sabe?

- Qual a sua maior qualidade?

Bem, em alguns casos de morte, eu sou rápida. Uma morte rápida e sem dor. As pessoas não gostam de agonizar até morrerem. Outra grande qualidade minha é a pontualidade. Nunca demoro mais que o necessário para chegar.

- E o seu pior defeito?

Meu trabalho é muito estressante, isso me transformou num ser irremediavelmente impaciente. Algumas pessoas não aceitam o simples fato de que estão mortas, em seguida, começam a entrar em pânico e se descontrolam. Essa é a pior parte do meu emprego. Me deixa profundamente irritada.

- Você se considera uma pessoa solitária?

Não, no meu trabalho, conheço muita gente, é raro me ver desacompanhada.

- Você é uma pessoa fria, sem sentimentos?

Não, claro que não. Alguns casos são bem comoventes, como um acidente de trânsito. Outros, podem ser definidos como uma ''morte feliz'', quando a pessoa morre dormindo, por exemplo. Meu trabalho mexe muito com o lado emocional, mas depois de anos de prática, você aprende a controlar seus sentimentos.

- O que você gostaria de dizer aos leitores dessa entrevista?

Hum... Leitores, essa entrevista é apenas uma pequena parte de mim. Brevemente nos encontraremos e com certeza, nos conheceremos melhor. Não se preocupe com o nosso encontro, estou certa de que seremos bons amigos. Até lá, não desperdicem suas vidas pensando em como, quando e onde serão suas mortes. Apenas saiba que eu irei lhe buscar, no dia em que seu coração parar de bater.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

There is someone...




There is someone walking behind you,turn around, look at me.

There is someone watching your footsteps,turn around, look at me.

P.S.: quem assistiu Premonição 3, com certeza lembra dessa música.


http://imustbedead.deviantart.com/art/Blue-Screen-Of-Death-78868303

...



Concordo totalmente.

Fall Out Boy + Happy Tree Friends = (?)

Unindo o útil ao agradável.

árvoreárvoreárvore

Estava feliz. Em cima de uma árvore, onde ela podia ter a impressão de que nada poderia lhe atingir. O vento sussurrava em seus ouvidos, cochichando coisas inaudíveis. A sombra lhe protegia do calor irradiante que o sol despejava naquele quente e abafado dia de verão.

Mas era hora de voltar a sua realidade. Precisava descer cuidadosamente daquela árvore, que tinha galhos retorcidos como plantas do cerrado.

Escorregou. Sua saia prendeu num galho e ela virou de cabeça pra baixo. Com a calcinha aparecendo, ela gritava. Desesperada estava. Pobre criança. Que destino injusto. Agora sua rosto ficava vermelho por causa do sangue que percorria um simples percurso até a sua cabeça. Gritava. Pedia socorro. Ninguém a ouvia.

Então, ela teve uma idéia genial. Resolveu se balançar para tentar desprender a saia. Ela conseguiu. Porém, caiu em cima do Corolla preto que estava debaixo da árvore. Estilhaçou o vidro dianteiro. O carro começou a apitar. O alarme.

Ela, caída dentro do carro, em cima dos bancos de motorista e passageiro, sorria. Ela tinha muita sorte, com certeza. Só alguns cortes profundos e uma costela quebrada. Tentou se levantar. Um ruído a assustou. O galho gigantesco quebrou. Caiu em cima do carro. A menina dentro. Os galhos atravessados em seu corpo agora morto.

É, ela tinha muita sorte. Foi uma morte rápida, como ela sempre sonhou.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

calor.

Estava escuro. Não havia luz. Por mais que corresse, não conseguia chegar onde queria. Ela estava cansada, arfando. Seus pulmões ardiam com a falta de ar, o coração acelerado lhe causava extrema agonia e o vento desarrumava seus cabelos negros. Suas pálpebras pesadas se fechavam involuntariamente. Fechou seus olhos por um momento.

Acordou.

Estava escuro. Não havia luz. Era uma noite quente. Apenas um fraco feixe de luz laranja adentrava no quarto silecioso. O suor escorria pelo seu rosto cansado. O calor era extremo. Dormia no chão, com um ventilador próximo a sua cabeça. Ele estava desligado. Esse era o motivo da elevada temperatura naquele cubículo. Ligou o objeto inspirado em catavento. Mas ela não sabia que sua morte estava próxima. O ventilador puxou seus longos cabelos. Ela gritava. Se debatia. Não conseguia desprender seu cabelo daquele moinho. Aquela porra de ventilador. Ao tentar soltar o cabelo, enfiou a mão na máquina demolidora. Perdeu uma mão. Tentou se levantar. Foi a maior merda que já fizera na sua vida. O ventilador cortou na linha de suas têmporas. Ele parou.

Estava escuro. Não havia luz. Era uma noite quente. Apenas um fraco feixe de luz laranja adentrava no quarto silecioso. O corpo sentia a ausência de metade da cabeça. A massa encefálica escorria pelo colchão. O sangue descia silencioso e se espalhava em torno do cádaver.

Não acordou.

cinema.

Raquel e Camilla eram duas adolescentes normais. Marcaram de ir ao cinema assistir a um filme de comédia. Antes da sessão, passaram numa loja para comprar bombons e comer durante o filme.

Entraram na sala e preferiram sentar na última fileira.

As luzes se apagaram. Começaram os trailers. Raquel pôs um chiclete na boca.

O filme arrancava gargalhadas do público, que não conseguia parar de rir nem por um minuto.


Camilla: Raquel, acho melhor você jogar o chiclete fora, vai que você engole, se engasga e morre?

Raquel: Oush, vou jogar meu dinheiro fora não.


Depois de 50 minutos de filme, em meio à tantas risadas, Raquel cutuca Camilla, tentando lhe avisar algo, segurando o pescoço com as duas mãos. Foi uma tentativa fracassada, porque o barulho na sala de cinema 6 era infernal. Camilla ignorou, queria prestar atenção ao filme e não estava muito afim de dar atenção a Raquel.

20 minutos depois, Camilla se inquietou com o silêncio da amiga e resolveu dar-lhe uma tapa no rosto. Ela não enxergava nada, então, pegou o celular e ligou a luz no rosto de Raquel. Estava de olhos fechados. Não tinha mais pulsação. Morreu engasgada com o chiclete preso na garganta. Camilla volta a assistir ao filme, olha para o cádaver:

Camilla: Eu avisei, sua otária.

domingo, 11 de outubro de 2009

Fim de semana.

Era um final de semana em Itamaracá. Muita gente. Muita gente mesmo. A aglomeração de farofeiros visitantes na praia era angustiante.

Carros de som tocando ''Pegada Envolvente''. Bêbados Pessoas felizes da vida em volta do carro, segurando suas latinhas de cerveja, dançando de forma extremamente desconhecida.

Meninos rolando na areia, enchendo suas sungas de terra apostando quem descia rolando deitado mais rápido.

Nem é preciso comentar a situação dos bares.

Rosicléia e Kharolayne decidiram passar o fds por lá mesmo. Itamaracá vira o ''point da farofa'' nos feriados. À noite, faziam uma super produção para irem à praça. Era lá que os ''boyzinhos'' apareciam e a bebida alcóolica rolava solta.

Estava praticamente uma missão impossível se locomover nas ruas principais. Era chute, pisadas nos pés, cotovelada na cara, gente passando a mão na sua bunda, cheiro de cigarro adocicando suas narinas,...

Rosicléia: Meu Deus, me dá a mão pra gente não se perder!

Foi ai que aconteceu. Tiros. Gritos. Gente correndo pra todos os lados.

Rosicléia soltou a mão de Kharolayne. As duas se perderam.

Infelizmente, Rosicléia escolheu a noite errada pra usar salto. Tropeçou num mendigo e caiu de cara de no chão. Daí, Rosicléia virou chão. Morreu pisoteada.

Kharolayne corria e gritava desesparadamente, esperança de salvar a sua vida daquele triste fim. Mas, uma luz inebriante surge, e quando todos acham que chegou a salvação, um trator desgovernado atropela a todos, extinguindo por completo a nação farofeira da Ilha de Itamaracá, que habitava a avenida principal.

sábado, 10 de outubro de 2009

fubá.

Tinha cachinhos dourados que caiam pelos ombros. Grandes olhos verdes sempre a procura de algo novo no mundo.

Tinha um pássaro, que se chamava Fubá. Vivia se perguntando porque tal pássaro sempre vivia na gaiola, ao invés de estar voando livre em campos de morango.

Determinado dia, observou uma alteração na expressão do pássaro. Ele estava com fome. Muita fome.

A menina pegou uma cadeira na sala de jantar e arrastou-a com muita dificuldade até a cozinha. Subiu na cadeira, abriu o armário e pegou o primeiro pacote ao seu alcance. Claro, se ele estava com fome, comeria de tudo, pensou.

Ela voltou ao terraço, abriu o pacote em que - curiosamente - o conteúdo tinha a mesma denominação do pássaro. Era um pacote de fubá.

Abriu a gaiola, enfiou a mão no pacote e pegou um punhado de fubá, colocando no potinho de comida do pássaro.

Ele começou a comer desesperadamente. A fome era agonizante. Contudo, o pássaro começou a se engasgar.

A menina entrou em pânico. Correu para a cozinha, pegou um copo e encheu-o de água. Voltou ao terraço, pegou o pássaro e deu-lhe de beber.

A próxima sequência de fatos é esclarecida por essa expressão:

Fubá + Água = Inchaço

Assim, o pescoço do pássaro começou a inchar, inchar, inchar, até ficar do tamanho de uma noz.
A menina, impressionada, soltou o pássaro, que caiu no chão, com os olhos esbugalhados, fixos no rosto da menina.

Sua expressão se resumia a essa frase:

''Sua doente''

A menina cutucou os resto mortais do pássaro com pé, com força suficiente para estourar o pássaro, escorregar nas suas tripas, cair de costas e bater a cabeça num baquinho.

Quebrou o pescoço.


Essa história é baseada em fatos reais.

o zé camilo.

Havia algum tempo desde que seu filho agia de uma forma estranha. A pobre dona-de-casa já estava se desesperando.

Juninho chegava da escola e se trancava no quarto. Não saia mais. Levava a comida e comia lá mesmo. Fazia xixi em garrafas de coca-cola e mandava e mãe esvaziar e levá-las de volta ao quarto.

Juninho: Pow, mãe! Pense no meio ambiente, reutilize.

Ninguém podia entrar no quarto. Era lugar proibido.

Até que um dia, poucos minutos depois da saída de Juninho para a escola, a mãe entrou no quarto. Estava imundo, obviamente, mas isso passou despercebido aos olhos horrorizados da mãe.

Um chimpanzé. Era isso que seu filho mantinha vivo no quarto. Um chimpanzé. Sentado na cama, com o controle remoto da SKY TV, debaixo das cobertas, com um balde de pipoca.

Passos apressados no corredor. Era o Juninho.

- MÃE?! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?!!

- Eu...er...limpar...macaco...digo...limpar quarto.

- MÃE, EU AVISEI. NÃO ERA PRA ENTRAR NO QUARTO!

- Eu sei, eu sei. Mas eu tinha que limpar.

- NÃO TINHA QUE LIMPAR NADA.

- Filho, onde você achou esse macaco?

- NÃO INTERESSA.

O macaco olha de forma sedutora e sensual para a mãe do menino. Ela se aproxima da cama. No mesmo segundo, Juninho se agacha em posição de ataque.

- FIQUE LONGE DELE, SUA CADELA!

O macaco abraça carinhosamente a mãe do Juninho. Juninho não resiste e parte pra cima dos dois. Joga a mãe no chão, ergue uma espada tirada debaixo da cama:

- PELOS PODERES DE RAMBO!

Um feixe verde de luz ofusca o cenário do quarto. A mãe virou purpurina. Literalmente.

Agora, eram só eles dois. Juninho e Zé Camilo. Juntos, pra sempre. Uma eternidade com direito a 200 canais e pay-per-view. Nada poderia separá-los agora. Nada.

cuidado ao mergulhar...

As duas primas curtiam alegremente o ensolarado dia de domingo numa majestosa piscina num condomínio.

Camilla: Cara, tá fazendo muito sol. Vou sair e passar protetor solar. ;)

Anna: Vai lá.

Camilla sai da piscina, se enxuga e pega o protetor solar. Anna reflete um pouco sobre o que deixou de viver em sua vida e pergunta:

Anna: Ei, tu sabe pular de cabeça?

Camilla: Como? Assim?

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/o\ SPLASH

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Anna: Ai, invejinha, nem consigo.

Camilla: Tenta, se inclina um pouco e expira pra não entrar água no nariz.

Anna: Tá, vou tentar.

Anna sobe os degraus da piscina, se posiciona, corre e...

Camilla: NÃÃÃO! Aí NÃO!

Mas já era tarde. Ela havia pulado com sucesso. Fora a parte em que ela mergulha de cabeça no batente da piscina e morre. A água da piscina mudou de cor instantaneamente.

42 e 44

O sinal toca. É hora do recreio. A hora mais agitada e mais esperada nos colégios. É hora de sair pra atacar o gatinho da sala ao lado, botar a fofoca em dia com a amiga da outra turma, comer o lanchinho que a mamãe preparou com tanto carinho, dormir porque passou a madruga no msn, estudar de última hora pra prova da próxima aula,...

Camilla se aproxima e senta ao lado de Lúcia. Lúcia ouvia 'Those Dancing Days'.

Camilla: Qual é o teu número?

Lúcia: Hãn?

Camilla: Número.

Lúcia: Que número?

Camilla: [¬¬] Do sutiã.

Lúcia: D:

Camilla: Responde.

Lúcia: 42 :$

Camilla: rá, eu uso 44

Lúcia: Como é?!

Camilla: Hãn?

Lúcia: Teu peito é maior que o meu?!

Camilla: É, pelo visto.

Lúcia: Ah não, isso não vai ficar assim! :@

Camilla: Quê?! Como assim?!

Lúcia, abre sua pastinha preta, puxa uma folha de papel ofício e começa a cortar o rosto de Camilla com o material fino.

Nenhuma cirurgia conseguiu consertar o seu rosto.

Moral da história: Nunca pergunte qual o número do sutiã de alguém. Esse alguém pode estar armado.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O assassino terrivelmente lento com a arma extremamente ineficiente

Pra quem pretende matar alguém de forma lenta e agonizante...

Ah, o mar.




Sentia uma sensação de leveza estonteante. O sol já ameaçava tocar a linha do horizonte. A perfeita linha horizontal que separava o céu do mar.

O mar, sim, o mar. O mar com suas breves e tranquilas ondas de cor azul-marinho.

O vento sussurrava nos seus ouvidos, fazendo-a se arrepiar e formar um leve sorriso de satisfação em seu rosto.

O céu já trazia consigo o crepúsculo em que mesclava o laranja, com pinceladas de rosa num fundo lilás.

O sol não mais ofuscava seus belos olhos furta-cor. Agora podia enxergá-lo com bastante clareza: uma circuferência perfeita laranja-avermelhada.

Sentada na areia, a moça olha para os lados e encara uma figura esguia que corria em sua direção. Era um menino.

- Bora, tia! Passa a bolsa!

- Que bolsa? Não, não tem nada na minha bolsa.

- Bora, bora, tia! Não quero saber o que tem na bolsa, me dá ela, vai!

- Menino, por que você não vai pra casa cuidar dos seus irmãos, hein?

- Tia, eu não tô brincando, passa logo a *%&#% da bolsa!

- Rá, vai sonhando, pirralho!

Assim, o garoto descamisado enfiou a mão no bolso da sua bermuda e puxou um estilete.

- Tia, eu não tô brincando!

- Ignoro você.

O menino, num golpe ágil, enfia o canivete na jugular da ''tia'', que cai sem vida na areia. O menino pega a bolsa e corre pra casa, na esperança de alimentar sua família. Ou não.

Agora o cádaver, com suas pupilas dilatadas, jorrava um líquido vermelho-ardente que escorria de encontro ao mar. Ah, o mar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Já passava de meia-noite. As duas amigas sentadas no sofá assistiam a um filme de terror denominado "O exorcismo de Emily Rose". A menina chamada Clarissa, ria com os ataques epilépticos de Emily. Enquanto Camilla, se assustava com as possessões demoníacas da garota.

O filme termina. Clarissa, ainda rindo, olha pra cara de O_O de Camilla e pergunta:

Clarissa: haha, o que foi?

Camilla: Faz uma semana que eu acordo todo dia às 3 da manhã.

Clarissa: E dai?

Camilla: Dai que, segundo o filme, 3 da manhã é a hora do demônio, o inverso das 3 da tarde, que é a hora divina. Dizem que é a hora que os demônios vem até a Terra pra aterrorizar. Por isso Emily foi possuída. O____O

Clarissa: Menina, deixa de besteira, isso é só ficção.

Camilla: Mas e quanto ao fato de que há uma semana atrás, eu ter recebido uma ligação em que uma voz macabra do outro lado da linha dizia " Seven Days''?

Clarissa: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Camilla: Ei poxa, é sério, eu tô com medo.

Clarissa: Camilla, tu é muito idiota. Isso deve ter sido um trote. Deve não, foi.

Camilla: Mas hoje me ligaram de novo. O_O

Clarissa: Dizendo?

Camilla: It's today.

Clarissa: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Camilla: Sinto vibrações negativas. O_O

Clarissa: Tá, vou na cozinha pegar refrigerante, ok? Não morra.

Clarissa se levanta em direção à cozinha, tropeça na mesa de centro, cai e mete a cara na estante. Morreu. O sangue começou a se espalhar pelo tapete, seu crânio rachado espirrando um líquido vermelho com cheiro de ferrugem e sal. Camilla encara a dura realidade de olhos arregalados. Sua amiga agora estava morta. Morta. Sem vida. Estupefata por 3 minutos, ela se levanta lentamente, pensando no que fazer. Com a mão, cutuca o cádaver que jazia agora no meio da sala. É morreu, ela pensou.

Assustada e chorando descontroladamente, ela segue até a varanda. O telefone toca. Ela atende:

Voz macabra: I will never stop until you are dead.

---------------pipipipipipipipipi-----------------------

Camilla decide sair do prédio pra tomar um ar fresco, clarear as idéias. Abre a porta, sai, tropeça no tapete e cai da escada. Seu corpo rolou durante 6 lances de escada, parando somente no térreo.

No consultório - Capítulo 1

Na sala de espera, o cidadão folheia uma revista mofada. Como aquele lugar fedia... A secretária atende o telefone e chama pelo nome no cidadão.

Entrando na sala de pouca luz, alivia-se por respirar melhor lá dentro. Na mesa central, uma placa se destacava com as letras pintadas em branco que diziam: "Dr. José Cotoca".

Um homem que aparenta ter um pouco mais de 40 anos faz um gesto para que o cidadão se encaminhe ao sofá de couro preto. O cidadão se deita enquanto o homem pega seu bloco de anotações e se senta numa poltrona aparentemente velha.

- Então, senhor... Melquisedeque da Silva, fale-me sobre sua infância.

Era notável que uma lágrima se formava em seu olho direito.

- Errr... Bem, tudo começou quando minha mãe botou meu nome... Ela ficou em dúvida sobre qual nome botar. Assim, ela abriu a Bíblia em uma página qualquer e se deparou com Melquisedeque. É claro que isso marcou a minha infância. Como meu nome era complicado e longo demais, as pessoas passaram a me chamar de Melqui.

- Como você se sente sobre isso?

- Eu chorava todas as noites. Nome de viado da porra. Acabou com a minha vida.

- Sei...entendo. E como foi a sua adolescência?

- Ah, doutor! Não podia ter sido diferente, foi minha fase de rebeldia. Cortava o cabelo com navalha, mudei de nome, saía com os meninos do morro, enchia a cara, fumava, traficava,...

- Qual era seu nome novo?

- Gustavo, mas as pessoas se referiam a mim como "O Navalha''.

- Ah, por causa do cabelo?

- Não, porque meus assaltos à mão armada eram feitos com navalha. Ou a pessoa passava tudo ou ganhava um corte profundo na jugular. Matei 23 desse jeito. Eu tentava se pacífico, sabe, doutor? Mas ninguém me compreendia.

- Hum... E como você largou essa vida?

- Minha mãe mandou meus 14 irmãos me amarrarem na cama. Ela era católica devota. Chamou um padre pra me exorcisar. Depois de 13 sessões, eu comecei a sentir uma paz no coração, uma luz divina caindo sobre mim, me purificando, tomando cada extremidade do meu corpo. Então eu passei a frequentar a Igreja.

To be continued...

No consultório - Capítulo 2

- Bem... agora conte-me como conheceu sua esposa.

- Na Igreja. Ela tinha um sonho. Queria virar freira. Mas com a experiência que eu tinha, eu mostrei pra ela as coisas boas da vida. Depois daquela noite dentro do armário, ela nunca mais foi a mesma...

- Como você se sente sobre isso?

- Não faço a menor idéia. Me sinto meio culpado por corromper uma criatura tão pura...Contudo, ela engravidou. A mãe beata dela a pôs pra fora de casa aos berros, chamando ela de cachorra. Ela foi morar comigo. Tive que arrumar um trabalho pra sustentar a criança.

- Qual foi a sensação de ver seu filho pela primeira vez?

- Ele parecia um timbu careca. Mas eu me acostumei com a idéia depois dos outros 8 filhos.

- Hum... Na sua ficha diz que você é porteiro, você se sente feliz no trabalho?

- Não sei. O trabalho não compensa a baixaria que você é obrigado a ouvir... Uma vez, o drogado do 666 se jogou pela janela. O pobre era meio trasntornado, sabe? Como ele morava sozinho, tive que apoiá-lo naquele momento tão difícil, enquanto a ambulância não chegava. Ele terminou ficando tetraplégico, teve traumatismo craniano e se alimenta através de sonda.

- Como você se sente sobre isso?

- Eu senti muita dó do rapaz. Tão novo... Tinha uma vida inteira pela frente. Agora é obrigado a vegetar numa cama de hospital.

- Sr. Silva, noto que você não possui a mão direita, quer me contar como a perdeu?

- Ah, doutor! Foi uma fase tão difícil na minha vida... Um certo dia, eu fui ajudar um morador do conjunto habitacional a tirar as compras do carro. Ao terminar o descarregamento, ele me pediu para fechar a mala do carro. Depois de 3 tentativas fracassadas, eu consegui. Mas a minha mão ficou presa na mala. O morador subiu com as compras e só meia hora depois, ele desceu pra fechar o carro. Minha mão ficou roxa e inchada, mas eu não queria ir ao hospital. Três dias depois, ela começou a ficar preta. Depois disso, ela caiu. Tava morta, podre. Os médicos disseram que não tinha mais jeito de repôr.

To be continued...

No consultório - Capítulo Final

- Então, qual o seu propósito vindo até aqui?

- Doutor, eu não sei mais o que fazer. Eu não tenho mais amor à vida. Meu caçula tá roubando, o mais velho tá roubando, a do meio tá se prostituindo,... E minha mulher morreu há uma semana. Antes disso, eu já tinha fama de corno. Meu salário não sustenta mais a minha família. Meus filhos tão comendo pão mofado com água e farinha com leite.

- Hum... Como você se sente sobre isso?

- Eu me sinto inválido.

- e...?

- e... o que, doutor? Minha vida não tem mais valor. Eu venho aqui toda semana, desabafo e não consigo nenhuma melhora na minha vida!!!

- Errr... Como você se sente sobre isso?

- Sabe o que eu acho, doutor? Que você devia enfiar esse bloquinho no seu #%!*, seu &%#$*!

THE END

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O busão.

Saiu de casa
Fechou o portão
Foi na parada
Pegar o busão

Tropeçou numa pedra
Caiu no chão
Quebrou um dente
Chegou o busão

O motorista não viu
Passou por cima
Do indivíduo que caiu

A velha gritou
No meio da multidão
Ao ver o sangue que espirrou
Da cabeça do cidadão

O mal que a coca-cola faz.

As duas garotas andavam no meio da rua.

Clarissa: Caara, eu tô com sede.
Camilla: Idem.
Clarissa: E agora?
Camilla: Espera até a gente chegar em casa, que lá tem água, entende?
Clarissa: Ahh, saquei.

Chegando em casa, jogam as bolsas em cima do sofá, e vão em direção a cozinha. Camilla abre a porta da geladeira enquanto Clarissa pega os copos.

Camilla: AAAAAAAAAAHHH!
Clarissa: Que foi?!
Camilla: Tem coca-cola aqui *-*
Clarissa: E dai?
Camilla: Dai que coca-cola gelada é melhor que água, entende?
Clarissa: Ahh, saquei.

Sentadas na mesa, as duas desfrutam do sabor inigualável da coca-cola. Em seguida, Clarissa propõe:

Clarissa: Ei, bora ver quem fica mais tempo sem respirar com o nariz enfiado no copinho de coca-cola?
Camilla: O_O
Clarissa: Não, sério, bora? *-*
Camilla: Vai você primeiro.

Clarissa enfia seu nariz empinado no copinho de coca-cola. Por causa de sua tamanha felicidade, ela termina por inspirar coca-cola. Ela começa a se debater no chão, em meio a um ataque epiléptico. Espirrando coca-cola pelo nariz. Até que o seu tremor passa e ela morre engasgada. Camilla olha e diz: idiota.

O céu não é azul.

A luz dourada começava a salpicar pequenas gotículas no céu laranja.
Ou rosa.

Tanto faz, aquelas pessoas não se importavam de forma alguma...

Apenas uma garotinha parecia notar o enorme show de luzes que aquele fim de tarde de outono proporcionava, aliás, ela não só percebia como também refletia fielmente os jogos de luz e sombras no céu em seus olhos.

E seus olhos brilhavam.

Mas ninguém viu, montes de corpos flutuavam pelo espaço de forma extremamente apressada, todos pareciam estar indo á algum lugar bastante desagradável.

- Mas por que estavam com a pressa de quem vai ao parque de diversões se seus rostos retratavam uma ida ao dentista? - pensava a menina minutos antes de ser atraída para ver o que acontecia em algum lugar do infinito sobreposto a sua cabeça.

É, também não faço ideia, mas a pequena ainda teria todas as suas dúvidas retiradas de si como quem colhe frutas verdes de enormes plantações.

Ou melhor dizendo, suas dúvidas seriam roubadas.

Sim, pois no mundo dos adultos humanos os questionamentos são simplesmente esquecidos, como se jamais tivessem existido, os adultos humanos passam a uma forma de existência em que não há a real essência da palavra 'existir'.

Ou da palavra 'viver'.

Tanto faz, o fato é que eles apenas vagam por aí, destroem o espaço em que vivem, criam conceitos e costumes que só servem para restringir sua própria existência, com o perdão da palavra, são idiotas.

Mas a menina ainda não tinha o conhecimento dessa realidade amarga que a esperava, e provavelmente nunca chegaria a ter, pois certas coisas são ignoradas por todos, mesmo que tenham em si uma enorme importância.

Talvez o não saber seja melhor nesse caso, não acho que tendo conhecimento de tal coisa sua forma de viver seria de alguma maneira alterada.

O fato é que, enquanto esperava sentada ali, pude ver com real admiração a forma deslumbrada como aquela pequena humana descobria a quantidade de coisas fantásticas a sua volta.

Quando, para a minha decepção, chegou o seu pai, comportando-se exatamente da mesma forma que os outros seres a sua volta, era estranho o modo como ele interagia com a garotinha, sem sequer olhar para ela.

Então, ela olhou confusa para o pai e perguntou:

"Pai, você sabia que o céu não é azul?"

Os dois saíram andando em direção a rua, quando de repente passou um ônibus de 3 andares por cima deles.

O sangue da menina se projetava por toda a extensão da rua, mas seus olhos continuaram intactos com suas pupilas dilatadas apontando para o céu.

Clarissa Xavier - www.milguilhotinas.blogspot.com

A morte

A morte é uma companhia amigável.

Poucos conhecem seu aspecto físico.

Ela pode ser rápida e indolor.

Ou lente e agonizante.

Tudo depende do seu humor.

Seus cheiros variam.

Vai desde o agradável aroma de sangue.

Até o inconfundível cheiro de hospital.

Não se preocupe:

Um dia ela irá lhe visitar...

Three little birds


Estava sentada no banco.
Digeria lentamente seu algodão doce.
Seus dedos sujos pegavam delicadamente a caneta esferográfica azul.
A garota se deliciava.
Lambia os beiços ao escrever no seu diário.
Descrevia a decoração de sua futura casa, onde moraria com o garotinho da quarta carteira da terceira fila.

Ao seu redor, crianças sorriam ao sair do carrossel.
Festejavam ao ganhar o prêmio da barraca de competições.
Os adultos, aparentemente exaustos, se curvavam por causa da maratona no domingo à tarde, num parque de diversões exageradamente lotado.

À sua frente, uma montanha russa.
Gritos de euforia com um toque de medo atingiam seus ouvidos.
Mas havia algo errado.
Até onde a garotinha sabia, os cintos não destravavam,
Pessoas não caíam.
Carrinhos não tremiam tanto.

É, o carrinho descarrilhou.
Veio voando em alta velocidade na sua direção.
Ela sabia, não havia como escapar.
Não havia como correr.
Não havia tempo.

Numa fração de segundo, o carrinho mudou de direção.
Acertou o pipoqueiro e seu carrinho, ambos ao lado do banco onda a menina se encontrava.
Ele morreu, claro.
O sangue espirrava na pele de pêssego da menina.

Ela estava prestes a se levantar.
Quando o carrinho descarrilhado caiu por cima da garotinha, decepando sua cabeça fora.
Cabeça que voou e caiu na máquina de algodão doce.

O garotinho impressionado com o vôo da cabeça, puxou a barra da saia da mãe, que expressava o próprio horror em seu rosto, e disse: "Mamãe, quando é que eu vou poder fazer isso com a puta da minha irmã?"

THE END